As Minhas Palavras

Sobre vida, sobre leituras, sobre tudo e mais alguma coisa que me passe pela cabeça. São as minhas palavras...

quarta-feira, junho 29, 2005

Visitas...

Ontem visitei a Biblioteca Municipal de Palmela, após vários meses em que lá não pus os pés, nas suas novas instalações recentemente inauguradas. Excepto que as instalações não eram novas, apenas renovadas. A biblioteca finalmente voltou à sua casa original! Está diferente, sim, tão espaçosa que parece quase não ter livros nas prateleiras à primeira vista. Não admira, pois muitos dos livros foram parar a outras bibliotecas quando a nossa teve que se alojar "temporariamente" num espaço pequeno do Cine-Teatro São João.

Enfim, finalmente voltei a visitar a biblioteca local, para descobrir que o meu cartão de sócia estava obsoleto (para quê um cartão de papel quando se pode ter um cartão com código de barras para um sistema informatizado de século XXI?). Felizmente, as raparigas da zona de empréstimos foram muito prestáveis e excepcionalmente fizeram-me um cartão no local, em dez minutos, quando as vias normais obrigavam a que esperasse semanas. Vá-se lá ver...

A biblioteca de Palmela acompanhou-me durante muitos anos, desde a sua inauguração original, tinha eu nove anos. Coincidentalmente, as suas instalações eram no mesmo edíficio da minha escola primária, onde as salas de aulas ficavam em extremidades opostas, com a biblioteca na zona central. Não admira, então, que eu passasse muito tempo por lá. Não tinha desculpas para não ir à biblioteca, com ela literalmente ao lado.

Passei lá muitas horas. Li a colecção inteira daqueles livros bem conhecidos da jovem Patrícia, devorei mais livros que alguma vez possa contar, vi muitos filmes na sua sala de audiovisuais (incluindo mais do que um visionamento de um filme que guardo no coração, O Feiticeiro de Oz), e fiquei uma tarde inteira perdida no Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder, até que me tiveram que ir chamar pois a biblioteca ia fechar. Tinha perdido completamente a noção do tempo. Foi a primeira vez - mas não a última - que tal me aconteceu durante a leitura.

Gostei de ver a "nova" biblioteca, apesar de esta ter perdido alguma da familiaridade que tinha no passado. Os espaços são mais amplos e, por isso, menos aconchegantes. As pessoas que eu conhecia e que lá trabalhavam já não estão lá, com algumas - poucas - excepções. Funcionários que me acompanharam durante a infância e adolescência, e que me conheciam tão bem pois passava a vida a ir à biblioteca, já não trabalham lá. Como o tempo passa...

Não tenho ido lá ultimamente, como disse, pois tinha tanta coisa para ler em casa que comprara ou me fora oferecido, e não gostava das instalações "temporárias" (digo temporárias desta forma porque a biblioteca esteve instalada lá durante vários anos...). Mas fui lá ontem e, como acontece sempre que vou à biblioteca, não voltei de mãos a abanar.

Como não tenho que falte no que diz respeito a leituras, resolvi trazer bandas-desenhadas americanas, os ditos comics, que tenho visto em lojas, me têm despertado o interesse, mas não tenho tido possibilidade de adquirir. Ainda acabei por trazer dois DVDs também, um deles o muito famoso Monty Python and the Holy Grail, clássico da comédia britânica. Com os diversos livros que tenho ainda para ler, já estou a ver que vou andar bem ocupada. Mas era tradição -- não podia sair da biblioteca sem levar nada nas mãos... Seria sacrilégio!

Aqui estão eles:











E agora acho que vou retomar a minha leitura dos ditos... Até à próxima.

segunda-feira, junho 27, 2005

Encontros...

Hoje encontrei-me com uma amiga bookcrosser pela primeira vez, a Snowshoee, que me veio fazer companhia nesta tarde de segunda-feira, aqui em Palmela. Já me tenho encontrado com outros bookcrossers, apesar de ainda ser muito nova nestas andanças. Um destes encontros foi em Lisboa, onde conheci diversos veteranos do Bookcrossing, no Beer Deck do Vasco da Gama. Nessa altura os Iron Maiden iam dar concerto no Pavilhão Atlântico, pelo que era um mar de pessoas vestidas de preto por tudo o quanto era sítio do centro comercial. Nós destoávamos, vestidos simplesmente, sem um único índicio de negro nos nossos trajes.

Mas, pronto, voltando a hoje, a Snowshoee veio cá, estivémos numa pastelaria aqui em Palmela mesmo ao lado dos correios, onde o ar condicionado foi uma salvação do calor que se sentia na rua, e onde um ice-tea fresquinho matou a sede que o tempo quente despertara.

Trouxe um livro deste encontro, Queimada Viva, de Souad, um empréstimo que já tinha pedido. Uma amiga minha costumava ler passagens deste livro trágico e penosamente real quando se deparava com alguma situação que a impressionava. Acho que a minha curiosidade sobre o livro despertou nessa altura, com esses excertos pontuais de situações que me pareciam bárbaras. Este livrito vai passar para um lugar de destaque na minha lista de livros para ler (também conhecida como a Montanha TBR), pois tenho mesmo curiosidade em saber o que acontece. A capa é especialmente sugestiva. E são 191 páginas, afinal de contas...

No fim da tarde, após mais de duas horas na conversa com a minha nova amiga (oh, o quanto as mulheres falam quando estão juntas!), ainda tive tempo de libertar um livro em Palmela, no São João, bem pertinho da minha casa. Deixei-o por ali, a ver se alguma alma caridosa pega nele, leva-o para casa e o lê. Tenho esperança que esta alma venha dizer num futuro próximo, na página do bookcrossing, que o tem em casa, são e salvo. O tempo o dirá. Há sempre um certo factor de risco quando se liberta um livro no wild, nunca se sabendo se alguém o irá assinalar numa entrada de jornal, mas pelo menos alguém poderá ler um livro que estava a apanhar pó na minha estante.

E isso é sempre bom.

domingo, junho 26, 2005

Pensamentos...

Ainda estou numa fase de experimentação, a tentar determinar o que fazer com este blog, a perguntar-me porque é que o criei. Afinal de contas, não é que a minha vida esteja cheia de coisas excitantes, que os outros queiram ler. No entanto, posso sempre ir dizendo para aqui disparates de vez em quando, para desanuviar um pouco, talvez para indicar coisas de que gosto e que desejo partilhar com outros.

Ou talvez isto apenas sirva para ocupar espaço, com palavras sem sentido. Mas, como dizem os americanos, "what the heck!". Vamos lá a isso.

Pois bem, hoje comecei a ler este livrito, Across the Nightingale Floor, de Lian Hearn, um empréstimo de uma companheira bookcrosser, a tho. Desde que me juntei ao bookcrossing já li imenso, um total de seis livros e duas BDs, empréstimos ou bookrings que me alegram o dia depois de passar algumas horas a escrever enquadramentos teóricos para a minha monografia. Que, diga-se de passagem, já devia estar pronta desde o ano passado...

Uma pessoa poderia perguntar: "mas tu não andas a desperdiçar o teu tempo a ler quando devias estar a trabalhar?" Perco mais tempo nestas coisas online e no fórum português do bookcrossing do que a ler, para falar a verdade. Para mais, nunca é tempo desperdiçado quando se passam umas horas imersa no mundo literário. Aliás, é extremamente bom para descontrair e faz
er uma pessoa esquecer-se que tem uma monografia para entregar.

Antes de finalizar este meu segundo post, gostava de vos indicar uma anedota de louras muito gira que encontrei. Para acabar em bem.

Até à próxima.

sábado, junho 25, 2005

É a minha vez...

Bem. Cá estou eu. Nem sei porque me meti nisto, pois não creio ter nada de interessante para dizer ou mostrar ou comentar, mas tenho aquela desculpa tão conhecida, muitas vezes utilizada, de que todos os outros estavam a fazê-lo, portanto, porque não? Isto é mais um post de teste, para me conseguir ambientar ao blog, já que é o meu primeiro. Vou ver se consigo adicionar algumas imagens ou algo assim.

Vamos lá ver se isto vai para a frente ou se fica aqui a apanhar pó, caindo no esquecimento.

É verdade. A culpa disto tudo é do Bookcrossing!