As Minhas Palavras

Sobre vida, sobre leituras, sobre tudo e mais alguma coisa que me passe pela cabeça. São as minhas palavras...

sexta-feira, setembro 23, 2005

Chegou!

Eu sei que não tenho falta de livros, muito menos de empréstimos, cá por casa, mas vocês têm algum livro que é quase como o vosso Santo Graal, um livro que querem muito ler mas nunca conseguem encontrar, ou quando o encontram nalguma loja online está a preços exorbitantes, ou não têm dinheiro para o comprar quando não está esgotado? Um daqueles livros que vocês querem realmente muito ler mas as circunstâncias conspiram para que tal não seja possível?

Pois bem, um destes livros, para mim, é o Song for the Basilisk, de Patricia A. McKillip. Lembro-me que, depois de ler uma trilogia desta autora que adorei, andei à procura de mais livros dela, já há uns anitos. Este livro era aquele que eu mais queria ler dela, mas o mais difícil de obter. Também não costumava comprar coisas pela eBay nessa altura (acho que o BC estragou-me, porque agora não consigo resistir-lhe!), logo estava limitada a certas lojas portuguesas que importavam livros.

Nunca o consegui comprar, pelas razões acima descritas, mas finalmente com o Bookcrossing surgiu a oportunidade de o pedir emprestado! Arranjei coragem e pedi-o à katayoun, já que ela ia enviar-me um livro de um relay, e apesar de estar na sua PC -- e de ela viver no Irão! --, prontificou-se a emprestar-mo. Estou muito contente, porque realmente estava há anos para o ler, sem exagerar. E chegou hoje (ou ontem, segundo o aviso dos correios que me deixaram hoje na caixa do correio), no meio de uma outra carrada de livros. Aproveito para dizer "ajudem-me, eles não param de chegar"! Penso que vou ter que fazer uma pausa nos bookrings mal acabe o que comecei hoje a ler para me dedicar a este Song for the Basilisk, pois responsabilidades ou não, há livros que não esperam por nada... E digam-me lá se aquela capa não é linda?

terça-feira, setembro 20, 2005

Livros!!!

Pois, realmente, esperavam outra coisa como título? Passo a vida a falar deles neste blog, mas foi por causa dos livros que eu comecei isto. Mas hoje fiquei muito contente, pois fui levantar o que pensava ser um livro aos correios, e acabei por vir de lá com uma encomenda de livros que havia feito há dois meses atrás na grande bookcloseouts (uma perdição, é o que é, e culpo a F. por ter este link no blog dela!). Andei aqui numa roda viva, a pensar no que lhes teria acontecido, que nunca mais chegavam, "só comigo! só comigo!", mas após as boas vibrações provenientes da dona T. e de andar a comentar a minha triste sorte no forum português, a caixinha com os meus livritos apareceu. Como já andaram a pedinchar fotos, resolvi colocá-las aqui, juntamente com uma listagem dos livros que comprei.

Ora aqui estão os meninos da bookcloseouts:

Então os livros são, para quem não consegue ver bem as fotos (e sim, já reparei que existe um grande número de livros da mesma autora, mas eu gosto dela, que é que querem...):
Também começa novamente a enchente de bookrings. Estou a ler um, tenho cá um livro de receitas que preciso de consultar e enviar e depressa, hoje chegou-me um bookring e já me ameaçaram com três, tudo pessoas da margem sul que me vão impingir os livros e não aceitam não como resposta... Estou tramada. Mas, pronto, eu é que pedi isto, inscrevendo-me em tudo o que mexia no início. Estou mais contida agora... em vez de andar a inscrever-me indescriminadamente em bookrings nacionais, escolho um ou outro de vez em quando, o que não é ideal pois a minha lista é enorme (por favor, não a consultem, ou podem sofrer de risitus agudus pela inconsciência alheia...). Ah, sim, isto foi o que recebi hoje via Bookcrossing e BookRelay:

O 1984 é uma versão em português para ficar na colecção e, especialmente, para a minha mãe ler, que ela não lê em inglês e tanto eu como o meu irmão gostávamos que ela lesse este livro. O outro, A Filha do Contador de Histórias de Saira Shah, é um bookring que começou por minha causa, por mero acaso, pois tinha expressado interesse em ler este livro e a sua "dona" pô-lo a circular, e que chegou finalmente às minhas mãos. Estou desejosa de o ler.

E pronto, depois deste dia de correio bom, resta-me despedir e ir tentar descansar um pouco. Pois, é que isto ter pai que acorda às sete da manhã para ir trabalhar não ajuda a quem tem o sono muito leve como eu...

Abraços a todas que me aturaram durante a minha fase de pânico sobre a encomenda tardia...

sexta-feira, setembro 16, 2005

To Sleep, Perchance to Dream...

Ando com uma dificuldade enorme em conseguir pregar olho, em dormir mais do que umas cinco horas consecutivas. Sinceramente, isto já me começa a aborrecer. Acho que, de acordo com o jargão que aprendi na minha cadeira de psicopatologia, ando com insónias de adormecimento. Ou seja, não consigo adormecer como deve ser. Senão vejamos: Esta noite que passou fui para a cama cedo, deviam ser umas 23:00 horas. Ainda li um bocado, pelo menos até por volta da meia-noite e meia. Apaguei a luz, aconcheguei-me nos lençóis, e passei as duas horas seguintes a tentar adormecer.

Ando cansada, devo ter olheiras que não se notam muito por causa dos óculos (bem hajam), e ainda por cima preciso de recuperar as horas de sono perdidas dos seis dias que esteve aqui, em Palmela, a Festa das Vindimas, pois esta decorria mesmo à minha porta, com barulho até às tantas da manhã e com música portuguesa, vulgo música popular (eu diria mais música de vomitar), a altos berros dos altifalantes espalhados pela rua, logo de manhãzita. Durante esses dias dormi, o quê, aí umas poucas horas... era impossível!

Não sei porque demoro tanto tempo a adormecer. Talvez seja porque não consigo relaxar, ou porque a minha cabeça está sempre cheia de pensamentos à noite (na verdade, e surpreendentemente, alguma das minhas melhores ideias vêm-me à cabeça quando estou na cama... para histórias que eu escrevia, para diálogos ou cenas em jogos de Play-by-email que costumava jogar, para frases relativas a trabalhos como a minha monografia... etc.), mas a verdade é que demoro tempos infinitos a pregar o olho e cair na terra do Sandman...

Dá-me tanta inveja pessoas como o meu pai, que mal pousam a cabeça nalgum lado, seja sofá, cama ou cadeira do computador, adormecem logo!

O que eu preciso é de umas dez-doze horas de sono, sem interrupções, sem problemas, sem acordar de manhã porque o resto da casa está de pé e a fazer barulho enquanto se arranjam para sair... Por acaso alguém conhece algum produto natural, algum chá, alguma coisa saudável para ajudar a adormecer ou a relaxar o suficiente para conseguir adormecer, que não envolva os tradicionais leite quente (não gosto muito de leite) ou contar ovelhas?

quinta-feira, setembro 15, 2005

Second Glance...

Pois, parece que a minha promessa de fazer um post mais cedo não se concretizou, apesar de ter tido uma estranha experiência com os correios há uns dias atrás, além de ter recebido uma enchente de livros que me obrigaram a re-organizar a arrumação do meu quarto para conseguir arranjar espaço (agora já tenho bastante, pelo menos para livros Mass Market).

Enfim, não é por esta razão que escrevo este post, mas sim porque queria falar-vos de um livro que acabei de ler ontem e que simplesmente adorei. Foi um empréstimo da A., ainda não registado no BC pelo que esta opinião ficará aqui, no meu bloguezito de estimação. O livro é o Second Glance, de Jodi Picoult. Ora, este foi o primeiro livro que li desta autora, apesar de estar à espera de um outro, My Sister's Keeper, que obtive num relay.

Digo, desde já, que gostei imenso. Apesar de tentar, receio que as minhas opiniões não digam mesmo nada de jeito, mas enfim, tento sempre dizer algo sobre os livros que leio, especialmente aqueles de que gostei muito.

Primeiro que tudo, é um livro que aborda diferentes temas que eu gosto muito, ou que acho extremamente interessantes. Começando pelo aspecto sobrenatural, que, pelo menos para mim, é sempre uma coisa que me desperta -- e muito -- o interesse. Não direi que sou fanática, mas a verdade é que gosto muito de ler livros ou ver filmes que exploram aspectos paranormais. Second Glance é uma história de fantasmas, poder-se-á dizer, mas mais correcto seria referir que é uma história de amor que transcende o tempo e a própria vida. Sempre gostei muito do paranormal. Existe uma referência neste livro ao filme Poltergeist, que era um filme que eu costuma ver e rever quando dava no canal TNT. Gosto de fantasmas, o que é que se pode dizer, e acho que este livro foi uma introdução mesmo à minha medida a esta autora. Interesso-me muito pelos aspectos paranormais de uma história e Jodi Picoult aborda os fantasmas do passado neste livro com grande mestria. Aliás, só a primeira frase do livro é sinal que nos espera uma história bem interessante...

Mas a história é essencialmente um drama humano, uma história sobre emoções, sobre amores desencontrados, sobre a natureza humana. É um livro que não se pode categorizar num só género ou estilo, pois tem romance, mistério, talvez um bocadinho de horror, pelo menos o horror que algumas ideias e crenças podem originar. Aliás, o livro aborda uma época negra na história dos Estados Unidos (que parece ter muitas épocas negras para um país com menos de 300 anos de idade), um projecto para a estirilização de indivíduos considerados inferiores segundo os ideais da eugenia (é assim que se traduz para português?). Questões éticas vão surgindo ao longo do livro, nomeadamente debates entre personagens que tentam analisar até que ponto é que eliminar aspectos negativos em embriões humanos, ou eliminar os embriões com aspectos menos desejados, estará correcto e até que ponto tal poderá ser explorado.

No fim, é um livro empolgante, escrito de uma forma cativante, com personagens inesquecíveis, com uma história muito interessante que nos leva numa exploração da natureza humana, do amor intemporal entre homem e mulher, entre mãe e filha, e de forças que estão para além da nossa compreensão. Afinal de contas, como dizia Shakespeare, em Hamlet: "There are more things in heaven and earth, (...) than are dreamt of in your philosophy".

É uma escritora a seguir, por isso agora tenho que ver se consigo... ah... "cravar" será a palavra certa, não?... mais alguns livritos desta autora...

segunda-feira, setembro 05, 2005

X.E.Y.R.A

E agora, um momento de descontração...

(E um post curto! Quase que parecia que nunca seria capaz de tal!)

Xperimental Electronic Yelling and Repair Android


Engraçado, não é? Vejam qual é a vossa denominação aqui:
Cyborg Name Generator. Abraços.